O Desafio da
Hospitalização

Crianças e adolescentes afetados pelo câncer, em sua maioria, cumprem os anos iniciais do tratamento com uma convivência muito frequente com o ambiente hospitalar.

Seja porque precisam estar internados, comparecer à quimioterapia dia ou sequencial, ou ao acompanhamento ambulatorial, a rotina é intensamente alterada. Por isso, a hospitalização é considerada uma ocorrência que exige dos pacientes e seus familiares um grande esforço adaptativo.

"O câncer e o tratamento impactam diretamente o ciclo vital infantil, muitas vezes limitando o desenvolvimento pleno das habilidades esperadas."

Esforço Adaptativo

Mobilização de aspectos psicológicos importantes para lidar com a nova rotina, exigindo resiliência da criança e da família.

Impacto Vital

Influência direta no ciclo vital infantil, impactando o desenvolvimento de habilidades pessoais e sociais esperadas para a idade.

Convivência Frequente

Internações recorrentes, quimioterapias e acompanhamentos ambulatoriais que alteram profundamente o cotidiano.

Especialidade

Psicologia Hospitalar

Foco na Díade

Visa acolher e avaliar as necessidades de cada díade formada pelo paciente e familiar cuidador, respeitando suas singularidades psicossociais.

Objetivos Clínicos

Redução do sofrimento, desenvolvimento de recursos de enfrentamento e adaptação, e minimização das limitações causadas pela hospitalização.

Intervenções

Intervenções individuais, com a família e em grupos, realizadas tanto à beira do leito quanto em regime ambulatorial pela Associação Peter Pan.

Fases do Acompanhamento

Os atendimentos englobam diferentes momentos da jornada do paciente. Acompanhe a linha de cuidado:

Pré e pós-diagnóstico
Início e manutenção do tratamento
Situações de crise
Preparação para cirurgias
Procedimentos invasivos
Preparação para alta
Processo de cura

Ensino e Pesquisa

A área conta com parcerias com instituições de ensino, oferecendo estágios e projetos de extensão.

Essas parcerias possibilitam atividades supervisionadas de caráter psico-educativo e clínico, além de fortalecer a formação profissional e a produção de conhecimento científico na área da psico-oncologia.

"Comprometida em mudar positivamente a realidade do tratamento."
Cuidado Integral

Psicologia Paliativa

Qualidade de Vida e Acolhimento

Na oncologia pediátrica, alguns tipos de câncer ou estágios avançados têm prognóstico negativo por não responderem ao tratamento curativo. Nestas condições, os pacientes são elegíveis à assistência paliativa, uma abordagem que busca promover qualidade de vida através da prevenção e alívio do sofrimento.

O Conceito de "Dor Total"

O cuidado precisa ir além do tratamento físico, reconhecendo que o adoecimento grave impacta profundamente a vida emocional, social e espiritual. Nesta fase delicada, o acolhimento, o diálogo, a escuta qualificada e o respeito à história de cada pessoa tornam-se fundamentais.

Atuação do Psicólogo

O psicólogo atua em sintonia com a equipe de Cuidados Paliativos (CP), desenvolvendo ações para cuidar da pessoa em sua integralidade. O objetivo é oferecer suporte para lidar com:

Medos
Angústias
Perdas
Mudanças do adoecimento

Abrangência do Cuidado

Por meio da Psicologia Paliativa são acompanhados pacientes em recidiva, em cuidados paliativos complementares ou plenos. O trabalho se estende a momentos especiais e sensíveis:

  • Realização de sonhos e desejos
  • Processo de despedida e entorno do óbito
  • Assistência ao luto dos familiares (antes e após a perda)

O principal objetivo é trabalhar os aspectos psicológicos relacionados ao enfrentamento da finitude, respeitando valores espirituais e a autonomia de todos.

Profissional Mariana em atendimento

Mariana

Psicóloga Paliativista

Registro visual do trabalho da área de Psicologia Paliativa

Compromisso Permanente

A Associação Peter Pan mantém esta área atuante, com profissionais que mantêm diálogo permanente com a equipe de Cuidados Paliativos, contribuindo para um cuidado integral e humanizado.